Qual o melhor bairro para se hospedar no Rio?

Quando eu viajo, na hora de escolher aonde ficar, o meu critério principal é sempre a localização e, claro, o custo-benefício. Por isso, não podia deixar de ter esse post aqui no blog sobre os bairros da cidade e a minha opinião sobre eles pra te ajudar nessa escolha importante.

P.S: Não sou a dona da verdade e nem quero ser, hahaha, mas eu já morei em 7 bairros diferentes do Rio ao longo da minha vida, então conheço os pontos fracos e fortes de muitos deles. O post é um pouco longo, mas cheio de informação útil!

Primeiro, vamos olhar o mapa da cidade e vou explicar algumas coisas.

Bairro para se hospedar no Rio

A cidade é basicamente dividida em Zona Sul, Centro, Zona Norte, Zona Oeste e Baixada Fluminense.

Zona Sul – região onde estão concentrados o maior número de pontos de interesse turístico, como praias, cachoeiras, Pão de Açúcar, Cristo Redentor, etc. Compreende os bairros: Leme, Copacabana, Arpoador, Ipanema, Leblon, Gávea, Lagoa, Jardim Botânico, Humaitá, Botafogo, Urca, Flamengo, Catete, Laranjeiras, Cosme Velho, Santa Teresa e Glória. A Glória já é ali mais ou menos aonde começa a região Centro.

Centro – De dia, é o local aonde a maior parte dos cariocas trabalha, com grandes arranha-céus e muito movimento. Tem muitos pontos de interesse por ali, principalmente históricos e culturais: igrejas, museus, centros culturais e pontos históricos. Mas de noite e nos fins de semana, fica um pouco deserto e não é o melhor local pra se hospedar. O famoso bairro da Lapa também está dentro dessa região, assim como Santo Cristo, Gamboa, Saúde, etc.

Zona Norte – A Zona Norte é enorme, e tem vários bairros. Um dos maiores e mais conhecidos é a Tijuca, que tem várias estações de metrô e fica perto do Estádio do Maracanã. Mas a Tijuca não é um bairro muito turístico, então não tem muita estrutura nesse quesito. Acho que não vale muito a pena, a não ser, claro, que seja a casa de um amigo, Couchsurfing ou uma oferta muito boa no Airbnb. Mas ainda assim, o ideal é que seja pelo menos perto de alguma estação de metrô do bairro (Afonso Pena, Saens Peña ou Uruguai).

Zona Oeste – Essa região, onde a Barra da Tijuca está inserida, tem muitas praias lindas, mas a estrutura turística deixa a desejar e não é fácil se locomover sem carro. Agora com o metrô linha 4, até que o transporte para outras áreas da cidade ficou bem mais fácil, mas ainda assim eu recomendo ficar na Zona Sul mesmo. A não ser que sua intenção seja fazer uma surf trip ou ecoturismo, aí nesse caso dá uma olhadinha no Pontal Hostel, que fica na beira da praia do Recreio.

Baixada Fluminense – é composto por outros municípios, na realidade. Coloquei aqui só por desencargo, rs.

OK, Zona Sul é a melhor opção. Mas qual bairro?

 

Botafogo – Botafogo tem metrô, é perto dos principais pontos turísticos, tem várias ruazinhas bucólicas e tem uma vida noturna animada e descolada. É considerado o bairro hipster do Rio, apelidado carinhosamente por alguns de Botasoho, rs. O bairro tá em pleno desenvolvimento, com cada vez mais opções de hospedagem e entretenimento. Ah, e o Humaitá é um bairro vizinho, mas que fica mais longe do metrô.

Copacabana – um clássico, o bairro carioca mais famoso mundo afora.

Prós: tem várias estações de metrô (Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos, Cantagalo e saída D da General Osório), é perto de muitos pontos turísticos e tem boa estrutura, como lojas de câmbio, souvenires e afins.
Contras: justamente por ser muito turístico, acaba sendo mais difícil ter uma perspectiva local da cidade. Nos fins de semana fica bem caótico e também não é tão seguro. E um conselho: eu evitaria me hospedar no Leme, Posto 1 da praia. Apesar de ser o ponto mais agradável do bairro, não tem metrô pertinho e são pouquíssimas as linhas de ônibus.

Ipanema – bairro famoso que tem crescido cada vez mais em termos turísticos. Entre Copacabana e Ipanema, eu escolheria ficar em Ipanema sem pensar duas vezes.  A praia é mais bonita, e o bairro é mais organizado. O lado ruim é que as coisas são mais caras, e há menos estrutura de serviços. Um bom hostel por ali é o El Misti, a 1 quadra da praia e outra do metrô. Vale a pena olhar também a Pousada Bonita, na casa onde morou o Tom Jobim! 

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Leblon – bairro vizinho de Ipanema, que agora tem metrô (estação Antero de Quental), facilitando bastante o deslocamento. Mas eu, particularmente, não sou grande fã do Leblon. É o m² mais caro do Rio, e isso reflete em todos os preços, desde a água que você compra até o preço dos hostels e hotéis. Mas se escolher ficar lá, eu recomendo sem medo o Lemon Spirit Hostel. Já estive lá duas vezes em reuniões relacionadas ao meu trabalho como escritora e fui muito bem recebida. A estrutura é ótima, e o clima também!

Santa Teresa – charme não falta, mas praticidade zero. Escrevo isso com dor no coração, porque morei por uns anos em Santa Teresa e estudei lá quase a minha vida inteira. Adoraria que fosse diferente, mas Santa Teresa tem um problema muito grave: transporte. Há pouquíssimas linhas de ônibus, só pro Centro e pro Largo do Machado, e que normalmente não circulam até tarde. Se você for sair à noite, pra voltar é difícil até conseguir táxi/Uber que aceite subir. Além disso, lá não tem bancos (só um 24h), postos de gasolina, só tem um supermercado e mesmo assim meio caído… Enfim, quer um conselho? Não deixe de incluir um dia no bairro no seu roteiro, como esse aqui do post, mas na minha opinião não vale a pena se hospedar lá.

Lapa – a Lapa tem algumas boas opções de hospedagem, mas de noite, nos dias comuns, pode ficar um pouco deserto e ligeiramente perigoso. É lá que fica o maior party hostel da cidade, o Books Hostel. Então se você tiver nessa vibe mais vida loka, pode ser um bom lugar! Recomendo muitíssimo também o Da Lapa Design Hotel, com quartos privados e compartilhados, e que tem recebido muitos eventos culturais interessantes. Tenho até uma resenha completa do hotel (que está mais para um hostel boutique), aqui.

Bairro para se hospedar no Rio
Da Lapa Design Hotel

Glória – A Glória é um bairro que eu particularmente gosto bastante e é pouco turístico, então você pode ter uma visão mais local e autêntica da cidade, se essa for a sua intenção. Além disso, tem estação de metrô e em 20 minutos você chega nas praias de Copacabana ou Ipanema. Um hostel super bem avaliado no bairro é o Discovery Hostel.

Laranjeiras – o bairro em si é um charme. Bem arborizado, pouco turístico, embora seja bairro vizinho do Cosme Velho, onde fica a estação pra subir pro Corcovado. O lado ruim é que não tem metrô, tem poucas linhas de ônibus e o trânsito costuma ser pesado. Tem alguns pontos do bairro que ficam perto da estação de metrô Largo do Machado ou Flamengo. Nesse caso pode ser uma boa opção!

Lagoa, Gávea, Jardim Botânico – todos esses são bairros nobres da Zona Sul, também bem arborizados e agradáveis. Mas não são nada práticos para turistas: não tem metrô e o trânsito é cruel.

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Conclusão

Não tem melhor bairro, tem o que atende às suas necessidades. Então isso vai depender do seu estilo de viagem, orçamento, e outras variáveis. Se Minha intenção com o post era mais dar a minha opinião de moradora do Rio pra te ajudar a escolher mesmo.

Se quiser uma ajuda mais personalizada, mande um e-mail para blogwheninrio@gmail.com 

Beijos,
Manu

Atenção: esse post contém links de afiliados do Booking. Você não paga nada a mais por isso e o blog ganha uma comissão pra poder continuar produzindo conteúdo de qualidade. E vale lembrar que eu poderia ganhar a mesma coisa indicando qualquer estabelecimento, então pode confiar que eu sugiro aqui os que eu realmente acredito que são boas opções! 

Blog especializado em conteúdo sobre o Rio de Janeiro, com dicas tanto para turistas quanto para moradores.
2 comments
  1. Oi, Manu!
    Que post útil, sincero e delicioso. É exatamente esse meu sentimento em relação a esses bairros.
    Só uma correção: a pousada Bonita foi casa do Tom Jobim, não do Vinicius 🙂
    Dois lindões!
    Beijos

    1. Oba! Obrigada pelo comentário, Lilian! <3

      E mais ainda pela correção. Já editei aqui.

      Beijão,
      Manuela

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