Ubatuba, o paraíso ignorado pelos cariocas

Ubatuba fica no litoral de São Paulo, a 5 horas do Rio. Mesmo com suas 102 praias e ilhas, e mais as cachoeiras, o local é completamente ignorado pela maior parte dos cariocas. Não sei se por preconceito com o litoral de São Paulo, ou por puro desconhecimento, fato é que quase não se vê gente do Rio por lá.

Nem placa daqui eu via, e olha que eu tenho mania de ficar olhando pras placas dos carros na rua (alguém mais? hahaha). Resultado: fiquei uma semana em total desvantagem no debate biscoito X bolacha. Bora reverter esse placar aí, gente!

Como chegar

Tem ônibus direto do Rio pra Ubatuba (5 horas, R$100). Horários e vendas aqui.
De Paraty é pertinho (1h30) e o ônibus custa R$15.

-> Guia completo de Paraty

-> Dicas alternativas de São Paulo

* Preços relativos a Janeiro de 2017.

Mas primeira informação importante: se tiver como, dê um jeito de ir de carro. O sistema de transporte público de lá é péssimo!!! Até tem ônibus pra maioria das praias, mas eles passam na BR. Sim, você tem que ficar na BR com um sol escaldante na cabeça enquanto o ônibus não chega. A única vez que precisei fazer isso fiquei 1h esperando, e acabei indo de carro porque passou um grupo de amigos meus do hostel e me deu carona.  Em último caso, dá pra combinar transfers no Hostel.

Aonde ficar

Green Haven Hostel *

Falando nisso… Hostel que ganhou prêmios de melhor hostel do Brasil e até da América Latina, o Green Haven é ideal pra quem está viajando sozinho ou em grupo de amigos que quer um burburinho. Eles são um party hostel por excelência, e já na recepção você consegue perceber isso. Uma sala gigante, com bar, mesa de sinuca e totó e música boa tocando sem parar. Todos os staffs são simpáticos e prestativos, inclusive os donos, que moram em casas separados nos fundos e estão sempre por perto! Dica: no verão, pague a diferença e fique nos quartos com ar-condicionado. Vale a pena!

O café da manhã é à parte (R$10,00), então vale mais a pena se abastecer no mercado pra economizar. Tem uma cozinha completa compartilhada, fundamental pra quem viaja com orçamento baixo.   

A praia em frente (Perequê-Açú) não é das melhores da região, mas tem um nascer do sol espetacular.

Transparência: esse link é de afiliado do Hostelworld. Se você reservar através dele, eu ganho uma pequena comissão e você não paga absolutamente nada a mais por isso. Eu poderia ganhar a mesma coisa colocando link para qualquer hostel, mas indico o Green Haven pela minha experiência pessoal, que foi muito boa.

E se você for reservar diretamente com eles, fala que viu no blog When in Rio? Nesse caso eu nem ganho comissão, mas é sempre bom!

O que fazer

Praias

Itamambuca

Foto: Manuela Hollós / When in Rio

A praia preferida dos surfistas também me conquistou ao primeiro pôr-do-sol. É uma praia com ondas, mas que não chega a ser forte demais para banhistas. E tem uma vibe muito tranquila, sem perigo de deixar as coisas sozinhas. Pra chegar lá, a estrada de acesso é de terra e um pouco esburacada. Nada demais, mas vale o aviso.

A praia é bem grande, e os pontos são marcados pelos números das ruas. Tem um ponto que divide, e aí pra um lado são só ruas com número par e pro outro só número ímpar. É bom ficar ligado nisso pra não se confundir!

Entre a praia e a BR, tem umas ruazinhas que formam tipo uma vila. Tem restaurantes, pontos de açaí e umas lojas de equipamentos de surf. Eu comi um dia um prato executivo na Padang. Demorou um pouquinho pra chegar o prato, mas tava muito bom e caprichado!  

Brava de Camburi

Foto: Manuela Hollós / When in Rio

A praia mais linda que eu fui lá. Fomos num dia meio nublado e tava completamente deserta. O acesso se dá por uma trilha curta saindo da Praia de Camburi.

Para os aventureiros: me disseram que no canto direito da praia (olhando pro mar), entrando pelo mato, tem cachoeira. Procure saber e se achar, me conta! Tem um riozinho nesse canto, mas a água é muito rasa e ali tem mutuca, um inseto que tem uma picada horrível. Cuidado!

Félix e Praia das Conchas

Foto: Manuela Hollós / When in Rio

A praia do Félix é linda, mas já tem outra vibe. É mais família, gente que senta naquelas mesas vermelhas de praia, sabe? Fica bem cheia, e às vezes até um pouco difícil de achar vaga. Se puder, evite ir aos fins de semana da alta temporada. Durante a semana, fica um pouco mais tranquilo.

No canto esquerdo da praia, de quem olha pro mar, tem a entrada da trilha pra Praia das Conchas. Não tem nenhuma placa, então prestenção: perto da pedra grande, você já vai ver o início da trilha. Leva uns 10 minutos pra chegar lá, e sem muita dificuldade. O único pedaço que tem bifurcação tem uma placa apontando pra direita.  Só cuidado se tiver com risco de chuva, ainda mais essas de verão. Porque se chover pesado e você tiver lá, vai ser bem ruim pra voltar.  

Sobre a praia: linda, maravilhosa. É bem pequena, sem ondas. Tem umas formações que fazem tipo umas piscinas naturais. São lindas, mas tem tipo uma lama no fundo e a água é meio quente. Hahaha, melhor ficar no mar mesmo. E como o nome diz, a areia é toda coberta de conchas!

Sobre vagas: tem o estacionamento área azul, que é como se fosse o nosso rotativo aqui do Rio (só que lá custa R$12,00). É sempre o primeiro a acabar as vagas e tem que andar um pouquinho. Tem também o estacionamento do quiosque Bruzy, que custa R$20,00 e é o mais perto da praia, com banheiro e chuveiro. Em tese, é só pra clientes. Mas super dá pra usar sem ser 😀

Ah, e tem ainda uma opção meio-termo: um pouco antes de chegar na cancela do estacionamento do Bruzy, tem uma área pequena e uma placa discreta escrita à mão “colaboração R$15,00”. Tem um senhorzinho e uma moça que o ajuda. Prefiro mil vezes pagar pra eles do que pro mega quiosque.

Vermelha do Centro

Foto: Manuela Hollós / When in Rio

Eu fui num dia nublado, meio chuvoso até, então fiquei meio sem referência se enche muito ou não. Mas pelo que li e ouvi, essa praia também é queridinha dos surfistas e não enche.

Bem linda, e pelo que me falaram no verão é a praia onde o sol nasce no mar!

Prumirim

Olha que combo maravilhoso: praia, ilha e cachoeira. Sim, Prumirim tem tudo isso! A cachoeira tem um acesso diferente, antes da entrada da praia pela BR. Lá tem um poço bem grande, e a queda é bem forte. Tem ainda uma pedra com uma corda pra pular. Adorei! Pelo seu fácil acesso, é uma das mais visitadas. Então, durante a temporada, não espere encontrá-la vazia.

A praia é linda também, mas assim como a do Félix, tem o público mais família e também costuma ficar um pouco cheia.

Uma boa opção é pegar um barco pra Ilha, logo em frente. O ticket de ida e volta na alta temporada custa R$20,00. Lá fica mais vazio, tem umas árvores grandes pra ficar na sombra e mar tipo piscina. Se quiser comer, tem uns quiosques simples mas que só aceitam dinheiro vivo.

Vida noturna

Não vou mentir: Ubatuba no geral é um destino “topzera”. Volta e meia, passava um carro com funk ou sertanejo nas alturas. Mas também há vida alternativa por lá, então vem comigo.

Hostel
Especialmente nos fins de semana, o próprio hostel organiza festas que rolam até de manhã. A programação varia, mas normalmente tem bandas de rock ao vivo.

Durante a semana, é um pouco mais tranquilo, mas rolam uns churrascos. Ou então os staffs do hostel sugerem festas em outros locais, oferecendo até um transfer barato pra lá.

Jardim Cultural
Fui num forró ao vivo no Jardim Cultural (Av. Leovigildo Dias Vieira, 810, Itaguá), e foi bem legal. A banda e o repertório eram ótimos, e o espaço também. Fora da pista, que agora tem ar-condicionado, tem uma área externa grande bem agradável.

Entrada: pode variar de acordo com a programação, mas no dia que eu fui era R$15,00.

Blues on the Rocks
Outro lugar legal e ao que parece mais alternativo também. Esse eu não cheguei a ir, mas o pessoal do hostel recomendou bastante. É tipo um pub, e às vezes tem música ao vivo. O ideal é checar a programação no site.

Ainda tem mais tempo de férias e quer uma dica de destino? Que tal Paraty, a 1 hora e meia de Ubatuba? Veja aqui um guia completo para você desbravar Paraty como um local.

Tem mais alguma dica de Ubatuba que eu não coloquei aqui? Alguma dúvida? A caixa de comentários aqui embaixo está sempre aberta para te ouvir! Qualquer coisa pode mandar um e-mail para blogwheninrio@gmail.com também!

 

3 comentários Adicione o seu

  1. Ju Moraes disse:

    Ótimas dicas! Ajudaram bastante 🙂

    1. manuelahm disse:

      Oi, Ju!

      Nossa, só vi hoje seu comentário. Tinha caído na caixa de spam não sei porque!

      Muuito obrigada pelo feedback. Fico feliz que as dicas tenham sido uteis! 😀

      Beijos,
      Manu

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